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Por que todo dentista também deve entender um pouco sobre psicologia?


Você não precisa saber todas as teorias de Freud ou encomendar um divã para o seu consultório odontológico. Mas ao abrir as portas para seus pacientes, prepare-se para deixar entrar, também, um pouco de psicologia na sua rotina.

Do terror ao ouvir o motorzinho ser ligado a bloqueios e comportamentos aflitos, muitas serão as reações emocionais que demandarão preparo mais humanizado do dentista, compreendendo que tratar de dente é, antes, cuidar de gente.

Quer entender mais sobre o assunto? Acompanhe:

Entenda que o paciente quer um bom atendimento

Por que o paciente está ali? Essa é uma pergunta básica que ajuda qualquer profissional a exercitar o entendimento do outro. Pense, por exemplo, no que levou você a procurar um médico pela última vez. Dor? Mal-estar?  Além disso, o que esperava dele? Gostaria de ser recebido por um clínico apático que mal ouve você?

É essencial ressaltar a importância da questão “O que o trouxe aqui?”. Esse é o ponto de partida para para descobrir as queixas, a percepção pessoal e a até mesmo como o paciente irá pagar pelo serviço. Portanto, instrua a secretária do consultório a perguntar se o agendamento é uma primeira consulta e, se for o caso, reservar um tempo maior para o atendimento. Assim, o dentista tem tempo para levantar o histórico do paciente e atendê-lo de forma personalizada.

Quando um indivíduo procura um profissional de saúde, seja médico, dentista, fisioterapeuta, dentre outros, quer assistência para remediar incômodos que o afetam, bloqueiam, debilitam. Entrar em um consultório e receber empatia, compreensão e interesse de quem o atende já ajuda no processo de melhora e a estreitar laços entre profissionais e pacientes.

Seu paciente tem medos

Pense rápido: o que apavora você? A lista de fobias humanas não é pequena. E entre o temor ao encontrar uma barata em casa e o desespero ao entrar em um avião há espaço para o medo do dentista.

O problema, aliás, já tem um nome: odontofobia. Mas as causas são diversas: há desde quem se sinta desconfortável com os sons dos equipamentos no consultório a pessoas que passaram por experiências traumáticas com anestesia, sangue ou até procedimentos odontológicos feitos de forma brusca.

Tentar entender de onde vêm os temores e o porquê de bloqueios é uma forma de acalmar o paciente e orientar sua postura durante o atendimento. Explicar procedimentos de forma clara também é importante nesse processo.

Atendimento diferente para cada faixa etária

No caso de crianças (que muitas vezes são influenciadas por fobias dos próprios pais), é interessante apostar no caráter lúdico. O primeiro passo é fazer os baixinhos sentirem que estão entrando um local que cause bem-estar, não em uma sala de torturas. Se aproxime, converse, brinque, faça parte do mundo infantil.

Na hora do atendimento em si ou de alguma intervenção, distraia os pequenos. Uma televisõ em um canal de desenho animado é uma boa pedida!

Orientação com leveza e de forma personalizada

Quem procura um dentista quer sorrir melhor. Certo? Seja por questões de saúde ou estéticas, contar com o profissional é o primeiro passo para apresentar uma dentição melhor.

E em alguns casos todo esse processo demanda interações delicadas. Pense, por exemplo, em pacientes que apresentam desgastes dentários causados por distúrbios alimentares como a bulimia, em pessoas sem hábitos higiênicos adequados ou que deixaram o estrago de uma cárie avançar muito antes de procurar um dentista.

Todas essas pessoas apresentam comportamentos que precisam ser mudados – e histórias por trás deles. Nessa hora, então, é necessário orientar, não censurar. Afinal, discursos agressivos podem constranger o paciente. Converse, questione, seja firme, mas não rude. A conscientização e o sentimento de que haverá apoio do dentista na transformação de costumes danosos é sempre melhor.

E você, já usa a psicologia no seu trabalho? Como isso acontece? Conte pra gente nos comentários, divida experiências e não deixe de acompanhar o nosso blog.


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