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Biomecânica dos alinhadores


biomecânica dos alinhadores

Quem está iniciando na ortodontia digital, começando a trabalhar com os alinhadores, deve passar por um processo de transição de pensamento quanto a forma de planejar os movimentos ortodônticos.

Assista ao vídeo para saber mais sobre a biomecânica dos alinhadores


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Profissionais experientes em tratamentos com o aparelhos fixo tendem a ter as seguintes dúvidas:

  • Como eu devo pensar mecânica e fisicamente o movimento quando eu mudo completamente o design do meu aparelho?
  • Como entender os efeito colaterais que posso vir a ter e como devo desenvolver a minha biomecânica?

Pensando em auxiliar quem está nesse processo de transição, vamos analisar alguns movimentos comuns na ortodontia fixa, mas agora tratados com os alinhadores, que são aparelhos que possuem um design totalmente diferente.

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Distalização

Com o aparelho fixo, tem-se um ponto de apoio na vestibular, o fio bem amarrilhado no bráquete, vai controlando para que o dente não gire tanto, mas fazendo uma força na vestibular, dependendo da espessura do meu fio, tem uma tendência maior ou menor de giro desse dente, porque não está apoiado no centro de resistência do dente e sim na face vestibular dele.
Com o alinhador, conseguimos abraçar todo dente, envelopar, controlando mais a situação de rotação, conseguimos empregar a força distal nos dentes, com mais controle de extrusão e angulação durante esse movimento. Por isso que o alinhador é favorável para o movimento de distalização.

Rotação:

Quando pensamos no movimento de rotação com os alinhadores, vamos precisar de um attachments para rotação, para que o alinhador tenha uma retenção maior e consiga ter um ponto de força para fazer o giro do dente, onde se consegue ter um apoio para fazer a rotação do dente com o alinhador. Os attachments e o desenho dos attachments adequado é muito importante e as versatilidades que você pode dar nesses desenhos também são importantes para que você tenha um bom efeito de giro do dente e da adequação dele no arco, a partir do envelopamento com o alinhador.

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Mesiodistal:

O movimento mesiodistal com os alinhadores é favorecido quando se trabalha com attachments e geometrias adequadas para que tenha uma superfície de contato e possa controlar o movimento e um binário que possibilite um movimento sem muita angulação.

Extrusão:

O movimento de extrusão é mais difícil para os alinhadores. O ideal é utilizar attachments nos incisivos inferiores retangulares, mais horizontais mesio distalmente, quanto maior mesio distalmente melhor, e quanto maior comprimento da face vestíbulo lingualmente, mais apoio ao alinhador para que ele consiga fazer uma certa extrusão e inclinação do dente para trás. É um movimento um pouco mais difícil de exercer com o alinhador por ele ter um recobrimento oclusal e principalmente porque nessa região anterior os dentes são relativamente finos, então o design do aparelho apresenta dificuldade de trazer esse dente pra cima, ou seja, extruí-lo.

Mas existem algumas empresas, como a empresa Invisalign, que desenvolveu alguns recursos intrínsecos no alinhador, como os Bite Ramps, onde o paciente tem um levante na região anterior ocasionando desoclusão posterior. Você também pode optar por recursos auxiliares como os botões e os elásticos além do alinhador, que podem possibilitar a extrusão adequada dos dentes.

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Intrusão:

Como o alinhador tem um recobrimento oclusal, faz o movimento de intrusão de maneira relativamente previsível. O interessante é que se tenha attachments, não no dente que se vai intruir, mas nos dentes adjacentes para que se possa apoiar o movimento de intrusão e para que o alinhador não escape dos dentes adjacentes.

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Torque posterior:

O movimento de toque na região posterior é favorável quando você envolve expansão. Consegue-se expandir bem, sem fazer com que o dente fique muito inclinado para o vestibular, pois os dentes posteriores apresentam mais apoio, e pelo seu formato, o alinhador consegue fazer uma expansão com pouco envolvimento de inclinação dos dentes para vestibular.

Torque inferior:

O torque na região anterior, quando se tem uma relação muito justa, não é tão fácil com os alinhadores. Deve ser feito envolvendo um pouco de inclinação pendular dos dentes e ainda pode ser utilizado alguns recursos intrínsecos. A Invisalign propõe, para esse tipo de movimento, algumas bolhas negativas (Powers Ridge), que são criadas no alinhador para gerar uma pressão determinada em certa área do dente, para que você tenha um controle mais adequado de torque.

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Para que você tenha um bom entendimento sobre os movimentos e um bom resultado com os alinhadores, é preciso pensar que agora você está agindo com um novo aparelho, que tem um design diferente. Portanto, naqueles movimentos que você está acostumado a fazer com o aparelho fixo, este novo aparelho vai agir de maneira diferente. Você precisa pensar na ação desse novo aparelho e nos efeitos colaterais que ele pode trazer, avaliando o movimento que você quer e como pode fazê-lo, dessa maneira, certamente vai conseguir ótimos resultados.

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