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Tratamento odontológico em pacientes oncológicos: cuidados básicos


Tratamento odontológico em pacientes oncológicos

Pacientes oncológicos precisam de um cuidado especial quando o assunto é tratamento odontológico. Isso porque existem diferentes tipos de quadros que eles estão mais propensos a contrair devido à quimioterapia e à radioterapia.

O tratamento odontológico em pacientes oncológicos pode ser diretamente relacionado a um tumor oral ou outras complicações provenientes dos tratamentos contra o câncer.

Os tipos de tratamento mais comuns são, os acima citados, Radioterapia e Quimioterapia. Além disso,, também existe um tratamento conhecido como Iodoterapia, que consiste na administração oral de Iodo Radioativo.

Cada um deles traz consequências para o organismo do paciente, bem como pode facilitar o aparecimento de complicações orais que podem variar em cada caso.

Entenda melhor essa relação na tabela que preparamos a seguir!

Como fazer o tratamento odontológico em pacientes oncológicos

Complicação x Tratamento Odontológico

Mucosite oral

Esse tipo de patologia consiste no surgimento de feridas na cavidade oral que causam dor e desconforto, além de aumentarem as chances de contrair bactérias.

As soluções isotônicas e os anti-inflamatórios trazem alívio, assim como o tratamento com laser de baixa potência. Outra orientação é quanto à dieta e manutenção da hidratação. Em casos mais graves, considerar o uso de antimicrobianos tópicos e sistêmicos.

Xerostomia

Diminuição do fluxo salivar, ocasionando a secura excessiva da boca pelas alterações que o tratamento causa nas glândulas salivares.

A recomendação aos pacientes é de estimular o fluxo salivar por meio de gomas de mascar sem açúcar. Pode-se utilizar também a saliva artificial contendo íons essenciais, componentes com mucina e pH entre 6 e 7, fluoretos (gel ou solução) e  reposição de líquidos.

Cárie de radiação

Causada pelo efeito da radioterapia, provoca efeitos diretamente nos dentes, principalmente sobre os odontoblastos, diminuindo a capacidade de produção de dentina reacional. O esmalte também sofre alterações e torna-se mais vulnerável à cárie.

O tratamento das lesões de cárie pode ser realizado por meio de ART (Atraumatic Restorative Treatment), ou seja, a remoção de tecido cariado por meio de curetas e colocação de cimentos ionoméricos.

O amálgama não é indicado para esses pacientes por ser fonte secundária de radiação para quem já está submetido a uma carga considerável.

Gengivite

Com o baixo número de plaquetas ela pode ocorrer, inclusive, de forma espontânea.Orientação do paciente da forma correta de realizar a escovação e, se for necessário, remover essas placas por meio do tratamento periodontal.

Periodontite

A perda dos dentes não costuma ser comum em pacientes em tratamento do câncer. No entanto, pode acontecer se os cuidados de higiene não forem realizados corretamente ou não haja um histórico de controle periódico e visita regular ao cirurgião-dentista.

É indicado o tratamento de raspagem e alisamento radicular. Dentes que apresentam bolsa periodontal (≥ 6 mm) e/ou mobilidade excessiva podem ser extraídos pois, além de serem fontes infecciosas, podem ser fatores complicadores caso seja necessária a realização de exodontia após a radioterapia, em função do risco de osteorradionecrose.

Osteorradionecrose

Sequela de ocorrência tardia, com incidência maior nos primeiros três anos pós-radioterapia. Provoca uma vulnerabilidade à infecção, com menor capacidade de reparação. Atinge pacientes submetidos à radioterapia.

Pacientes que fazem radioterapia na região da cabeça e do pescoço ou que fizeram uso dos medicamentos do grupo de bisfosfonatos (utilizados no combate a problemas ósseos) têm restrição à colocação de implantes.

Além desses problemas, existem complicações como a perda de paladar, que tem origem em alterações nas papilas gustativas, fazendo com que o paciente não sinta os sabores de alguns alimentos.

É importante destacar que o tratamento odontológico ao paciente oncológico é individualizado. Portanto, as condições de cada pessoa vão influenciar nas medidas adotadas pelo dentista, independentemente do quadro de saúde oral ser conhecido.

Outra observação se dá em relação a tratamentos ortodônticos e a quimioterapia:

“Certos medicamentos usados na quimioterapia prejudicam a reabsorção/neoformação óssea, além de alterações dentárias e radiculares provocadas por drogas antineoplásicas. Os ortodontistas devem estar bem informados sobre os aspectos dos quimioterápicos ao receber estes pacientes em seus consultórios, tanto para orientá-los quanto para saber como conduzir o tratamento.” (retirado do texto “Efeitos do tratamento quimioterápico em pacientes ortodônticos”).

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A profissão de dentista muitas vezes requer conhecimentos bem específicos, não é mesmo? Só assim o profissional será capaz de prestar um serviço eficiente e personalizado.

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Comentários


  • Olá nobre Dr. Prof. Marcelo..

    Saberia me informar se o tratamento com iodoterapia por cancer de tireoide poderia prejudicar ou mesmo expelir implantes dentários?

    Se puderes me auxiliar onde consigo essas informações se não tiveres..

    Grato!

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