Curso Perícia Odontologica Curso Pericia Odontologica

Como atender pacientes especiais em odontologia


Pacientes especiais e odontologia: recomendações para este tipo de atendimento

No Brasil, mais de 24 milhões de pessoas possuem algum tipo de necessidade especial. Esse número corresponde a 14,5% da população. Diante disso, é mais do que essencial que todas as áreas estejam preparadas para lidar com pacientes especiais – incluindo a odontologia.

A maior propensão de pacientes com necessidades especiais desenvolverem problemas bucais aumenta ainda mais a necessidade de dentistas preparados para prestar um atendimento de qualidade.

Veja então as dicas que separamos de como atender pacientes especiais em odontologia adequadamente!

Entenda os diferentes tipos de necessidades especiais

Dentro do sistema de classificação de necessidades especiais, existem diferentes tipos. Cada um desses grupos carrega características particulares que precisam ser compreendidas para tornar o atendimento melhor para dentista, paciente e família. Saiba como funciona essa classificação:

  • Deficiência mental;
  • Deficiência física;
  • Anomalias congênitas (deformações, síndromes);
  • Distúrbios comportamentais (autismo);
  • Transtornos psiquiátricos;
  • Distúrbios sensoriais e de comunicação;
  • Doenças sistêmicas crônicas (diabetes, cardiopatias, doenças hematológicas, insuficiência renal crônica, doenças auto imunes, doenças vesículo bolhosas, etc);
  • Doenças infectocontagiosas (hepatites, HIV, tuberculose);
  • Condições sistêmicas (irradiados, transplantados, oncológicos, gestantes, imunocomprometidos).

Como podemos ver acima, existe uma grande variedade de condições que podem ser encontradas no dia a dia de um consultório. Portanto, é essencial entender cada uma delas.

Dica valiosa!

É importante salientar aqui que, assim como qualquer pessoa, esses pacientes especiais possuem suas características individuais, preferências, objeções, sentimentos, traumas, etc. Portanto, para além da condição médica, precisam ser tratados como sujeitos que possuem vontade própria, ainda que muitas vezes não consigam expressar.

Trabalhe junto com a família do paciente

Quando se trata de pacientes especiais e odontologia, toda relação profissional acaba sendo uma tríade formada por família, paciente e especialista. O atendimento odontológico depende da maneira pela qual essas três dimensões se relacionam.

Isso ocorre porque a maior parte dessas condições demandam um cuidado em tempo integral e contínuo, exigindo, portanto, a presença de um cuidador. Assim, a família é parte do atendimento, de forma que os cuidados caseiros com a saúde da boca são a chave para prevenir determinadas doenças.

Para garantir o sucesso dessa relação, é preciso dar voz a essas pessoas e incluí-las na rotina e no acompanhamento desses pacientes, solicitando-a quando necessário e orientando-a na mesma proporção.

Prepare-se para diferentes níveis de dificuldade

Nessas circunstâncias específicas, o dentista terá que lidar com graus distintos de cooperação do paciente na rotina de atendimento. Em alguns casos, ele precisará recorrer a recursos específicos para viabilizar o tratamento.

O primeiro passo é a comunicação (verbal, sinais, visual, etc.), através da qual o profissional muitas vezes terá de explicar o que irá fazer antes mesmo de começar. Em outros casos, poderá ser necessário utilizar métodos de contenção física, os quais possuem recomendações específicas para serem executados da maneira mais correta.

Por último, quando esgotadas as outras possibilidades, é possível utilizar sedação ou, até mesmo, anestesia geral . Em todas essas possibilidades de tratar pacientes especiais em odontologia, há formas adequadas de intervir.

Quer saber como funciona a carreira de um profissional de odontologia completo? Acesse esse material sobre Como alavancar sua carreira na área de Odontologia!


Comentários


Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.